Conheça Ponte Nova

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Circulação

 


Abre Campo


Uma sesmaria obtida junto à Coroa pelo desbravador José do Vale Vieira, em 1755, deu espaço para a exploração e povoamento das terras de Abre Campo. Anos antes, em 1734, o explorador Matias Barbosa da Silva, liderando uma bandeira de setenta homens livres e cinqüenta escravos, chegou até uma localidade de nome "Escadinhas da Natividade", onde combateu índios botucudos. O bandeirante fundou, nessa época, de acordo com o historiador Waldemar de Almeida Barbosa, o "Presídio de Abre Campo", instalação de tipo militar e com espírito repressor que tinha como objetivo conter os indígenas da região. O presídio teve, no entanto, vida efêmera. O desconhecimento dos colonizadores da cultura dos muitos povos indígenas que habitavam o território provocou nos nativos uma reação contra o domínio, manifesta na destruição das primeiras habitações, entre elas duas capelas erigidas em louvor a Santana e Nossa Senhora do Rosário. Muitos anos se passaram para que surgisse novamente um povoado. Em abril de 1846, tornou-se distrito como parte do município de Mariana. Quatro anos depois, elevou-se o lugar à condição de paróquia, sendo reconstruída uma nova igreja. Em 27 de julho de 1889, foi criado o município de Abre Campo em território desmembrado de Ponte Nova. Situado em terras montanhosas onde está localizado parte do Parque Estadual Serra do Brigadeiro, Abre Campos tem sua economia orientada principalmente para a agropecuária, sendo grande produtora de café, milho, arroz e feijão, além de rebanho de gado e granja.

 

Acaiaca
Com a descoberta do ouro em Minas Gerais no final do século XVII há um continuado processo migratório rumo ao que seria o eldorado tropical. Um complexo de conjuntos humanos vindos de todos os lugares e uma nova realidade geográfica e social formaria a gente mineira. Acaiaca surge neste processo: uma pequena capela, erguida em homenagem a São Gonçalo, em princípios do século XVIII, dá início a um povoamento com o nome de Ubá. O lugar progride e, em 1844, torna-se distrito de Mariana. Trinta anos depois, é elevada à condição de freguesia, tomando a denominação de São Gonçalo de Ubá. Torna-se município em 1962, em território desmembrado de Mariana, com o nome de Acaiaca. Sua população hoje é de 3.879 habitantes, sendo que 40% das pessoas habitam a zona rural, dedicando-se a agricultura de subsistência.

 

Alvinópolis

O Município de Alvinópolis teve sua origem no primitivo arraial de Paulo Moreira, criado por Decreto Imperial, em 1830, em terras pertencentes ao município de Mariana. A entrada das primeiras famílias na povoação deu-se entretanto um século antes, cerca de 1730, quando o território pertencia ainda à freguesia de Santa Bárbara. Por volta de 1832, passou a denominar-se Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Paulo Moreira, quando, motivado pelo crescente desenvolvimento, foi este patrimônio legado, pelo seu proprietário, o fazendeiro Paulo Moreira, a Nossa Senhora do Rosário. O ano de 1887 é assinalado pela fundação de uma fábrica de tecidos, a “Cia. Industrial Paulo Moreirense”, que veio contribuir para maior progresso da localidade. Elevado à categoria de Vila, por força do Decreto de 5-2-1891, do então Presidente do Estado, Sr. Crispim Jacques Bias Fortes, passou a denominar-se Vila de Alvinópolis, em homenagem ao ilustre mineiro Dr. Cesário Alvim. O progresso da cidade beneficiou-se com o impulso que lhe deu a “Cia. Industrial Paulo Moreirense”, hoje “Cia. Fabril Mascarenhas”, sob nova direção. A sede municipal é dotada de iluminação elétrica, fornecida pela Companhia Fabril que instalou no Município duas usinas elétricas; conta ainda a comuna com o hospital, posto de saúde e posto de puericultura, grupos escolares, escolas rurais, escola de comércio e de ensino agrícola, serviço de abastecimento de água, hotéis, cinemas, associações recreativas e de caridade, campo de pouso. Há em circulação o semanário “O Progresso”, órgão literário e de notícias. Os principais festejos são em louvor a Nossa Senhora do Rosário, no mês de outubro de cada ano.

 

 

Amparo do Serra


O pequeno município de Amparo da Serra foi distrito de Ponte Nova entre 1872 a 1962, quando ganhou autonomia. Sua denominação de origem foi Nossa Senhora da Conceição do Amparo do Serra, nome de sua primeira capela e santa devota. Os amparo-serranos são hoje 5.476 pessoas. Sua economia é tipicamente agrícola, em destaque o cultivo de milho e café. Situada em terras onduladas e montanhosas, distante 202 km de Belo Horizonte é banhada pelos ribeirões São José do Oratórios e do Canadá, pertencentes à bacia do Rio Doce.

 

Barra Longa
O desenvolvimento urbano de Minas Gerais nos setecentos é resultado de carências em seu planejamento, e é conseqüência da hegemonia de atividade itinerante. As vilas multiplicavam-se pela dispersão espacial das ocorrências minerais e busca de terras férteis para a atividade agrícola. Barra Longa é povoada em decorrência deste cenário. Seu fundador foi o aventureiro Matias Barbosa da Silva. Situada ao noroeste da Zona da Mata, terras em fronteira com o Quadrilátero Ferrífero teve a denominação inicial de São José da Barra do Gualaxo, alusão ao santo padroeiro e ao rio Gualaxo do Sul que corre em terras próximas. Até a sua emancipação, ocorrida em 1938, foi freguesia de Mariana e Ponte Nova. Dos atuais 7.553 habitantes, setenta por cento habitam a área rural, dedicando-se ao cultivo de milho, arroz, feijão, café e cana, além da criação de gado e avicultura.

 

Diogo de Vasconcelos

Em 22 de Fevereiro de 1754 a capela de São Domingos obteve a concessão de pia batismal. Inicialmente foi fundado o povoado de São Domingos pelo padre Domingos Pinto Coelho da Rocha, sendo elevado à condição de freguesia em 12 de Setembro de 1881. Em 1882 já possuía paróquia e capela de louvor a Santo São Domingos de Gusmão. Em 7 de Detembro 1923 o distrito muda de denominação, passa a se chamar de Vila de Vasconcelos e em 1928, recebeu o atual nome, Diogo de Vasconcelos em homenagem ao historiador Diogo Luiz Pereira de Vasconcelos. Finalmente, em 30 de dezembro 1962 foi emancipado e elevado à município.  Diogo de Vasconcelos possui uma população essencialmente agrícola, 78% dela encontra-se dispersa na Zona Rural. Seu conjunto Urbano ainda conserva um número considerável de edificações oriundas de suas primeiras décadas. Na cidade, o artesanato é forte e destaca se, na produção de panelas de pedra sabão, cachaça mineira, rapadura, açúcar mascavo, queijo, requeijão e cestaria. No aspecto cultural a Cidade possui Bandas de Música, União Musical São Domingos, Banda Pingo D’Água e Coral São Domingos, ligada à área de turismo, Município participa do Circuito Estrada Real.

 

 

 

 

 

Dom Silvério


Dom Silvério, cujo nome outrora era Saúde, surgiu de um breve comunicado, datado de 1761, enviado ao Bispo de Mariana, Dom Frei Manuel da Cruz, pelo padre José Ferreira de Souza, responsável pela capela então existente no mesmo lugar onde hoje está construída a sua Matriz. O padre comunicava ao bispo que a capela teria, a partir de então, o nome de "NOSSA SENHORA DA SAÚDE". Era a certidão de nascimento e batismo. Era o começo da existência de uma povoação que, até então, não existia. Era uma simples capela em torno da qual uma aldeia ia nascendo.

 

Guaraciaba


Barra do Bacalhau é uma das mais antigas povoações de Minas. Supõe-se que o nome tenha origem do sertanista português José Gonçalves Bacalhau. Documentos apontam a existência de uma capela de Santa Ana erigida em 1749. O povoado foi elevado a paróquia por decreto em 1832. Anos depois, em 1884 teve a denominação alterada para Santana de Guaraciaba e, com o nome de Guaraciaba, que significa "cabelos cor do sol", tornou-se município em 1948. Com uma população de 10.263 habitantes, produz milho, café, arroz e feijão, além de pecuária leiteira, constituindo a base de sua economia.

 

Jequeri


Uma venda situada junto ao caminho dos tropeiros próximo ao rio Casca foi a origem da cidade. O proprietário, Manuel Jequeri, acabou dando nome ao lugar pelo seu uso popular: "... ir a venda do Jequeri". Uma pequena capela em honra à Santana completou o início do povoado Santana de Jequeri. As vendas no interior da Zona da mata no século XIX era um estágio intermediário entre o rancho e a estalagem. Nelas se encontravam de tudo: "... desde alho e livro de missa, até cachaça, doces e velas", havendo até hoje comércio parecido nas pequenas cidades. Santana de Jequeri tornou-se freguesia em 1858, e em 1923, passou a distrito de Ponte Nova, emancipando-se, em 1938, com o atual nome. A população é de 13.646 habitantes, a maioria habitando a zona rural, onde é grande a produção de milho, café, feijão, cana e arroz, além de pecuária de leite e avicultura.

 

Mariana


A história de Mariana remonta ao século XVII. O povoamento local começa quando uma bandeira chefiada pelo Coronel Salvador Fernandes Furtado de Mendonça chega à região em 16 de julho 1696 e se instala junto a um ribeirão que acaba recebendo o nome de Ribeirão do Carmo, justamente por ser aquele o dia dedicado a Nossa Senhora do Carmo. O ribeirão se revelou pródigo em ouro e ali se iniciaram os trabalhos de mineração. Foi devido a este fato que, em 1979, a lei nº 561 instituiu o dia 16 de julho como “Dia de Minas Gerais”.

 

Oratórios


O povoado original surgiu ao redor de uma capela de São José, na fazenda Santa Cruz, em fins do século XIX. O distrito foi criado pela lei 556, de 30 de agosto de 1991, com o nome de São José dos Oratórios, pertencendo ao município de Ponte Nova, dele emancipando-se em 21 de dezembro de 1995.

 

Piedade de Ponte Nova


Município criado em 1962, com território desmembrado ao de Ponte Nova, teve origem na doação de terras por Francisco Martins de Oliveira, em1864. Com apenas 79 km2, tem uma população de 4.016 habitantes, sendo a produção de cana e gêneros de subsistência sua principal atividade econômica, além de pecuária e granja.

 

Raul Soares


Os primeiros moradores do lugar teriam sido Casimiro e Domingos Lana, que, em 1841, negociaram suas terras a Francisco Alves do Vale. Seus descendentes doaram terras para o patrimônio da capela de São Sebastião. O povoado que se formou tomará o nome de São Sebastião de Entre-Rios, pelo fato de localizar-se entre os rios Matipó e Santana. O distrito será criado apenas em 1903, pertencendo a Ponte Nova. Em 1911, a partir de nova divisão administrativa do Estado, o distrito passou a pertencer a Rio Casca, de quem se emancipa em 1923 com o nome de Matipoó. Em 1924, atendendo à representação dos moradores, trocou de nome para Raul Soares, homenagem ao político mineiro. Raul Soares de Moura, nascido em Ubá em 1877, foi advogado, professor e político. Exerceu vários cargos importantes, desde promotor em Carangola, professor em Campinas (SP), ministro da Marinha no governo de Epitácio Pessoa, construindo sua carreira política como vereador e prefeito de Visconde de Rio Branco, chegando a governador de Minas em 1922, vindo a falecer no cargo. Raul Soares é hoje uma próspera cidade com 24.257 habitantes. Sua vida econômica é diversificada, atuando com indústrias de transformação e também na agricultura e na pecuária de corte e leite

 

Rio Casca


O município foi criado em 30 de agosto de 1911, através da lei 556. Os pioneiros habitantes chegaram à região no princípio do século XIX. Banhada pelo rio Casca, que nasce na serra das Aranhas e forma várias cachoeiras em seu percurso, tinha suas terras cobertas de floresta, onde havia em quantidade árvores como o jacarandá, peroba, braúna, cedro e jequitibás centenários. A extração de madeira se constituiu, no princípio, a principal atividade econômica, o que durou até a sua extinção. Em 1929, a cidade tinha uma população de 3.000 pessoas, iluminada com luz elétrica, sendo a Estrada de Ferro Leopoldina seu único acesso aos grandes centros, até o aparecimento das rodovias por volta de meados 1950. Atualmente o município tem na indústria do leite sua principal atividade, produzindo também arroz, feijão, milho e cana, além de avicultura e pequenas indústrias de transformação. Sua população é de 15.244 pessoas.

 

Rio Doce


Os anos de 1780 a 1810 podem ser caracterizados como o período em que a economia mineira deixou de ter a mineração como atividade principal e as atividades agropecuárias passaram a ser o seu eixo central. Em 1808, com a transferência da família imperial para o Brasil, permitiu uma série de transformações na economia mineira, das quais a possibilidade de aberturas de novos caminhos e a concessão de sesmarias para a região da atual Zona da Mata, em especial para as terras juntas ao rio Doce. O atual município de Rio Doce tem essa origem. Durante muito tempo os pioneiros que ali chegaram, dedicaram-se à exploração de madeira abundante em toda a região. O estabelecimento de fazendas agrícolas se seguiu ao desmatamento. Alguns moradores do local denominado Perobas pedem autorização para construir uma capela. Em 1984, ele é construída, surgindo um povoado em seu redor. Dois anos depois, é inaugurada uma estação da Estrada de Ferro Leopoldina, a qual recebe o nome de Rio Doce, ganhando o povoado esta denominação. Em 1890, torna-se distrito, e em 1953, com territórios desmembrado de Ponte Nova, ganha sua emancipação.

 

Santa Cruz do Escalvado 


O povoado original surgiu em torno de uma capela erigida pelo Padre Bernardino José da Silva, que obteve provisão em 1823. Seu primeiro nome foi Santa Cruz do Chamercão, tornando-se distrito em 1846 e município em 1948, com território desmembrado de Ponte Nova. O nome atual é devido à existência no lugar de uma curiosa elevação formada por uma pedra - a Pedra do Escalvado. Banhado pelo rio do Escalvado, tem uma população de 5.380 habitantes, setenta por cento dos quais moram na zona rural onde a atividade econômica está centrada na agropecuária.

 

Santo Antônio do Grama


O núcleo do povoado, que deu origem à cidade do Grama, foi uma clareira revestida de grama, banhada por riachos, em área montanhosa. O local tornou-se o preferido pelos boaiadeiros, tropeiros e mascates, gente que circulava pelos caminhos de Minas, nas vilas e arraiais sem localização fixa, e que abasteciam os mercados com produtos de origem rural e artesanal. A construção de uma capela por iniciativa do fundador do povoado, Antônio Luiz de Freitas, deu origem a um distrito em 1886. O município foi criado em 1953, em terras desmembradas de Além Paraíba

 

São Pedro dos Ferros 


Banhado pelo rio Santana e com uma área de 400 km2, São Pedro dos Ferros é um próspero município criado em 1943, quando se emancipou de Rio Casca. Sua população atual é de 9.251 pessoas. A indústria de transformação e a mineração são os principais empregadores de mão-de-obra juntamente com o setor agrícola, com grande produção de cana-de-açúcar, e avicultura.

 

Sem Peixe


Município criado pela lei 12.030, de 21 de dezembro de 1995, emancipou-se de Dom Silvério. Antiga São Sebastião do Sem Peixe, foi distrito de Mariana em 1885.

 

Sericita


Jequitibá é o antigo nome do município, que foi emancipado em 1962 de seu município de origem, Abre-Campo. Os sericitenses são hoje 6.990 pessoas, a maioria dos quais habitando a zona rural. Ocupando uma área de 194 km2 de terras onduladas a montanhosas, tem seu ponto de maior altitude localizado na serra do Matipozinho, a 1830 metros. É grande produtora de café, milho e feijão, além de pecuária de leite.

 

Urucânia 


O povoado de origem foi fundado em 1873 e o distrito criado em 1881, compreendendo o arraial de Cardoso. Surgiu em torno da capela dedicada a Nossa Senhora de Bonsucesso do Urucu, nome e de planta abundante no local, e de cujos frutos os índios extraiam tinta vermelha para a pintura da pele em dias de cerimônias. Emancipou-se em 1962 do município de Ponte Nova. Sua população atual é de 10.381 habitantes. A maior produção agrícola é a cana-de-açúcar, tendo na suinocultura outra atividade econômica importante. É banhada pelo rio Casca.
 

Aconteceu

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